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Saí de casa tinha acabado de chover e as nuvens ameaçavam chuva. Vi a previsão meteorológica e indicava chuva. Decidi levar guarda-chuva. A meio da manhã o tempo abre. Eu e mais uns quantos no regresso a casa munidos de guarda-chuva sem uma única nuvem no céu. A este grupo chamo "lesados do IPMA".
Quando a situação é uma merda, o português vai a correr ao supermercado comprar papel higiénico. Só isso explica esta obsessão em açambarcar papel higiénico sempre que há uma crise.
Há um novo entretenimento: chamam-lhe Get Ready With Me e consiste em estar a olhar para um pequeno ecrã para ver outras pessoas a vestir-se. Antes isto do que drogas.
Entregou-lhe o coração e em troca pediu a sua mão. Apenas recebeu maus fígados.
Foi pintor toda a vida. Um dia foi apanhado em flagrante - estava a pintar de branco uma parede em Lisboa. Alguém chame a Polícia! Aquele tipo de calças às pintas está a branquear capitais!
liberdade. Com "L" minúsculo. É assim que se escreve quando se está em luto nacional. Cravos a meia haste nessas lapelas!
Uma das grandes mentiras que ouvimos por aí é que a inteligência é atraente. De pessoas mais inteligentes do que nós queremos é distância.
Todos lamentamos a nossa vida em algum momento. Nessas ocasiões, o que mais me chateia é o discurso que consiste basicamente em virar a cara e olhar para outro lado. Consolar alguém não é fácil. Às vezes, o único consolo é estar alguém ao nosso lado. Na maioria das vezes, é a única coisa útil. Dizerem para olhar para o outro lado da estrada não muda nenhum dos dois lados. Da mesma forma que, no meu caso particular, não aguento o discurso de que temos de condicionar o nosso pensamento para influenciar aquilo que sentimos. Sempre fui elogiado no barbeiro por ter um óptimo cabelo. Talvez por isso nunca possa vir a ser budista.
Já o disse aqui: todos estamos sozinhos. Acredito que descobrimos isso quando estamos às portas da morte. Às vezes, estamos muitos anos às portas da morte.
Toda a gente gostava do Papa Francisco. Até quem não era Católico. Na cabeça desses, o Papa Francisco representava aquilo que o catolicismo não é (e deveria ser). Esperam esses que o novo Papa seja parecido ao Papa Francisco. Se não são Católicos, porque é que têm expectativas em relação à Igreja?
Sermos orangotangos com quem nos parece um orangotango é capaz de ter algum efeito na sociedade. Decerto que um deles não será criar uma sociedade humana. É por isso que votar no Chega não faz sentido. Uh-uh-ah-ah!
Vi um post no Linkedin muito elogiado em que a autora contava uma novidade do seu escritório que estava a fazer toda a diferença: toda a gente tinha um peluche na secretária (sim! Era uma empresa de adultos). A ideia seria ter um peluche a sorrir quando o dia estava a correr bem ou um peluche mais sisudo quando o dia estava a correr mal. Desta forma, era mais fácil as pessoas saberem como abordar os colegas em função do seu estado de espírito.
É incrível como a sociedade adora etiquetas. Aparentemente, aprendermos a viver com as nossas emoções e a tratarmo-nos como adultos é que está fora de hipótese. Caso o caro leitor não tenha percebido, este post é um peluche sisudo.
Hoje é dia de lançar tarifas sobre a carne (desculpem, mas queria falar de tarifas. Só não queria falar de Economia).
Evidentemente, não devemos pisar ninguém, mas faz sentido viver a vida com medo de onde vamos calcar a seguir? Pé ante pé só se deixa marca se o caminho não for firme.
Os outros falecem. Os nossos morrem.
Há quem leia à procura de frases bonitas. Eu leio em busca de frases verdadeiras. Eles estão certos.
Há quem diga que tenho o dom da palavra. Não passa de escolher e ordenar palavras de uma determinada forma em busca de um determinado efeito. É uma questão de probabilidades. Talvez pudesse trabalhar no INE. Imagino que eles procurem quem tem o dom dos números. Estão errados.
O Benfica é pentacampeão nacional de futebol feminino e li na capa de um jornal uma citação da treinadora em que dizia algo como "tentaram cortar-nos as asas". Não tenho a certeza daquilo a que se referia, mas tenho vindo a notar nos discursos de vitória no desporto frases como "fizeram tudo para que não fôssemos campeões", "muita gente não queria que a vitória fosse nossa" e coisas semelhantes. Aparentemente, há pessoas que passam uma vida inteira no desporto e não aprendem a lidar com o conceito de rival. É claro que os rivais fazem tudo para não perderem e é claro que não querem perder. É assim que funciona. Que valor teria vencer se assim não fosse? Não era isto que deveria emancipar a alegria ao invés da mágoa?
Somos sempre os protagonistas nas histórias que contamos. Até mesmo quando somos os narradores. Há uma espécie de lado fanfarrão que vem ao de cima do Homem sempre que lhe apontam os holofotes.
Tenho em mim bastante mais necessidade de proteger do que de ser protegido. Sinto que dizer esta frase hoje em dia me pode trazer problemas (ou desafios. Já ninguém tem problemas).