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Estou convencido de que as pessoas viajariam menos se não houvesse redes sociais.
Tudo se estraga com o tempo.
Por fim, férias.
O sofrimento de cada um é indiferente a uma vasta maioria. O sofrimento deles também é indiferente a uma vasta maioria da que, desta feita, possivelmente, fazemos parte. Quando sofremos, sentimos sempre que fazemos parte de uma qualquer minoria. Não está errado. Todos fazemos parte de maiorias e minorias em simultâneo. E todos sofremos.
Para mim, alguém só é adulto quando gosta de favas e de ervilhas. Se eu mandasse, só podia conduzir quem gosta de favas e ervilhas.
Comecei a ler O Livro do Desassossego. É de uma beleza sublime. Estou a detestar.
Na sexta-feira preenchi um formulário que me perguntava a idade e de seguida a data de nascimento. Repito: de seguida.
Não são as nossas opiniões que definem a nossa qualidade humana. É quem nós somos. Quem se regozija com morte de alguém não está a exprimir uma opinião - apenas a mostrar aquilo que é: um grande filho da puta.
Que descanses em paz, Manuel Trindade, e que a tua família, amigos e companheiros consigam encontrar força e consolo rapidamente em tua homenagem.
Vivemos num mundo de ratings: na Economia, nos restaurantes, nos hotéis, nos produtos... nas pessoas! Todos colamos etiquetas uns aos outros indiscriminadamente.
Este post merece um 2/5.
Muita gente passa a vida a correr. Os restantes passam a vida a fugir.
A comida é das coisas mais básicas para a vida. Todos o sabemos. O Homem criou um conceito: pagar a outras pessoas para lhe darem algo que é essencial para viver. Chamou-lhe restaurantes.
Andava sempre com a cabeça na lua. Por isso, decidiu enviar o currículo para a NASA. Não foi seleccionado, o que só confirma o Doutoramento summa cum laude em cabeça na lua.
Há uma moda de dizer que a infelicidade vem do desalinhamento de expectativas. Se uma coisa boa não deixa alguém feliz, não são as expectativas que estão desalinhadas. Seguramente.
O maior drama dos incêndios não é o fogo que arde - esse é o drama de todos. O maior drama é aquele que fica, que queima, mas já não arde, rodeado por uma paisagem a fazer o seu luto, quando todos os outros já não estão a olhar para lá.
Os incêndios são tão frequentes em Portugal que já criaram um jargão próprio no jornalistiquês: os fogos são combatidos por meios aéreos e operacionais, os antigos helicópteros ou aviões e Bombeiros.
Não entendo o espanto com Luís Montenegro. Já se tinha percebido na altura do caso Spinumviva que ele não fica muito incomodado por estar tudo a arder.
Quando nasce uma criança, os pais contabilizam o tempo de vida em semanas e mais tarde em meses. É óptimo para nos obrigar a ir buscar uma calculadora científica. Não dá para perceber imediatamente se 41 meses significa que deixou as fraldas ou está a nascer a barba.
Um rapaz que se chame Tristão tem tudo para ser mais para o depressivo.
Passamos a vida à procura daquele estado mental que tínhamos quando, em criança, estávamos a brincar. Temo que seja algo com prazo de validade.
Há algo de terapêutico, embora caduco, em mudar de lugar. Levamos o problema para outro lado, mas, se estiver bem acomodado, ninguém pensa na bagagem enquanto viaja.