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Este é o último post. O SAPO informou que vai descontinuar a sua plataforma de blogs até junho. Ainda não sei se retomarei o blog noutra morada ou se é mesmo um fim. Veremos.
As crianças têm por hábito contar as coisas com sofreguidão: "brinquei à apanhada e apanhei o Lourenço e joguei à bola e marquei um golo e o professor chamou-me ao quadro e eu escrevi no quadro e eu estava nervoso e escrevi tudo meio torto e a turma riu-se e eu fiquei envergonhado e amanhã não quero voltar à escola". Crescer é começar a falar com vírgulas.
(e continuar e não querer ir à escola.)
O bombeiro que apaga o fogo será sempre o bombeiro que apagou o fogo. Todos gostamos do bombeiro que apaga o fogo. Não existe José, Arlindo ou Mário. Apenas existe o bombeiro que apaga o fogo.
Às segundas-feiras, sinto-me sempre inacabado.
A tragédia e a comédia são dois países divididos por uma ténue fronteira não poucas vezes invadida por ambos os lados. Gosto das histórias narradas com um pé em cada lado. A comédia exuma a nossa tragédia acondicionada naquele sítio inominável e bem recôndito com uma gargalhada.