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O dia do casamento formaliza (palavra pouco romântica, mas não fui eu que decidi que se tinha de assinar um contrato) o amor para a vida - para todos os dias. Eles vão com um nó de gravata a apertar o pescoço e elas a fazer equilibrismo sobre uns tacões que lhe dão mais cinco ou seis centímetros. Aperaltam-se para fazer da cerimónia algo solene. Não há nada menos solene que todos os dias. Se é o amor para a vida que queremos celebrar - aquele de todos os dias - deveríamos ir de fato-de-treino e chanatas. O amor não é solene. Deixemos isso para os divórcios e para os funerais. Como já escrevi um dia, o amor é fato-de-treino com elástico das calças largo e chinelo de enfiar no dedo com meia branca.
Tchim-tchim!