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Às vezes, debruço-me sobre literatura mais ligeira com o único intuito de me entreter de forma fácil. Funciona um pouco como o lassi que é servido nos restaurantes indianos e que nos ajuda a limpar o palato antes da próxima iguaria de sabor intenso. Decidi, por isso, ler um dos livros da moda: Guncle. Há muito tempo que não lia um livro tão medíocre. São quase 500 páginas e não há uma ideia para lá de um monte de clichés e etiquetas coladas na testa de cada personagem. É tudo aquilo que podemos encontrar numa qualquer rede social amontoado dentro de um livro.
Palato limpo, embrenhei-me pelos caminhos de Mario Vargas Llosa e o seu A Tia Julia e o Escrevedor e isso sim foi uma leitura de encher a barriga. Possivelmente, o seu melhor livro (ou pelo menos, aquele de que mais gostei). Ninguém escreve como um sul-americano. Nem a maioria dos sul-americanos. Vargas Llosa foi uma dessas excepções.